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Os consumidores do mercado vegano e vegetariano, antes vistos como minoria pela indústria, hoje são responsáveis por movimentar bilhões de dólares em produtos em todo o mundo. O número de negócios abertos com o termo “vegano” cresceu mais de 500% em dez anos, segundo o Ministério da Economia.

Alguns dados do panorama do mercado vegetariano e vegano

Faturamento de US$ 51 bilhões em produtos vegetarianos e veganos no mundo. R$ 15 milhões no Brasil;
40% de crescimento ao ano no mercado de produtos veganos no Brasil;
70% de crescimento no faturamento global entre 2015 e 2020;
Previsão de crescimento de 10% ao ano até 2027 no mercado de queijos veganos;
Previsão de crescimento anual de 6,3% no mercado global de cosméticos veganos, atingindo US$ 20,8 bilhões até 2025.

De grandes a pequenos negócios

Gigantes do setor de carne e laticínios já embarcaram nas mudanças do mercado. Como exemplos, temos a Danone e a JBS. A tendência é que esse movimento se espalhe para as pequenas empresas, uma vez que muitos consumidores do segmento preferem adquirir produtos veganos e vegetarianos de empresas locais.

Dicas e oportunidades para empreender

O mercado de alimentos vegetarianos e veganos mudou muito nos últimos anos. Antes, baseado na soja, hoje apresenta um número maior de possibilidades desenvolvidas a partir de pesquisas e aprimoramentos tecnológicos. As carnes vegetais podem ser feitas de grãos, como o grão-de-bico, o feijão e a ervilha, ou de legumes, como a beterraba e a batata doce. Para os laticínios vegetais, a mudança é semelhante. Hoje as apostas em leites, queijos e iogurtes vêm das oleaginosas como amêndoas, castanhas, além da aveia.

Se você pretende investir nesse mercado, é necessário compreender os seguintes aspectos:

O modo de vida do consumidor: os veganos levam em conta não só a alimentação, mas todos os produtos do cotidiano.
As denominações: veganos, vegetarianos, flexitarianos, plant-based são alguns dos nomes dados a produtos e perfis de consumidor, cada um com suas especificidades.
Preços: o principal motivo da não compra de alimentos plant-based em países da América Latina é o preço (59% dos consumidores).
Transparência: o consumidor vegano precisa confiar nas marcas que consome para se certificar de que os produtos estão alinhados ao seu propósito.

Além da comida: ideias de negócios vegetarianos e veganos

Roupas veganas: aposte em peças de fibras naturais e em alternativas ao couro, que podem incluir sintéticos, reaproveitamento de materiais, como câmaras de pneu e novidades no mercado, por exemplo, couros vegetais feitos de plantas ou cogumelos.

Maquiagens veganas: os produtos devem ser cruelty-free (sem testes em animais) com preferência para insumos naturais, sem ingredientes de origem animal.

Produtos de higiene veganos: esses também devem ser cruelty-free e sem ingredientes de origem animal. Insumos naturais e redução do uso de químicos pesados são importantes para os consumidores desse nicho.

Produtos de limpeza veganos: também não devem ser desenvolvidos com testes em animais, nem insumos de origem animal. Pense em matérias-primas naturais, como o vinagre, e bases que não sejam poluentes ou agressivas ao meio ambiente.


Fonte: digital.sebraers.com.br